Colômbia: A virada de Petro em 2022 e o desafio de Cepeda em 2024

Destaques
- •Análise comparativa das eleições presidenciais colombianas de 2022 e 2024.
- •Petro reverteu desvantagem no segundo turno em 2022 com mobilização e crítica ao neoliberalismo.
- •Cepeda enfrenta cenário mais desafiador em 2024, com menor margem de manobra e eleitorado de direita mais coeso.
Em 2022, Gustavo Petro provou que a matemática eleitoral na Colômbia pode ser surpreendente. Apesar de ter ficado atrás no primeiro turno, ele virou o jogo no segundo turno contra Rodolfo Hernandez.
A virada se deu por dois fatores principais: o aumento do comparecimento às urnas e a migração de eleitores da direita para o campo progressista. A campanha de Petro focou em associar Hernandez a políticas neoliberais e suspeitas de corrupção, uma estratégia que deu certo.
Agora, em 2024, o cenário para Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico, é similar, mas com desafios adicionais.
Embora a diferença percentual para a direita seja menor neste primeiro turno (cerca de 870 mil votos contra 1,9 milhão em 2022), Cepeda começa atrás, diferente de Petro em 2022, o que pode minar sua tração. Além disso, o eleitorado de sua principal adversária, Paloma Valencia, é visto como mais fechado ao discurso de esquerda.
A vitória dependerá de mobilizar os 42% de eleitores que se abstiveram, um feito que Petro conseguiu em 2022 ao aprofundar a polarização e denunciar a "pátria em perigo". Cepeda já adota postura semelhante, recusando um discurso moderado em prol da mobilização.
Além disso, Cepeda denunciou graves irregularidades eleitorais e convocou seu opositor, Abelardo de la Espriella, para um debate. A estratégia é clara: polarizar e convocar às urnas, repetindo o sucesso de Petro. 📉




