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Açúcar bruto sobe com petróleo e El Niño; café cai com eleição no Brasil

24 de outubro de 2026
Açúcar bruto sobe com petróleo e El Niño; café cai com eleição no Brasil

Destaques

  • •Contratos futuros de açúcar bruto na ICE fecharam em alta de 0,5% após cinco sessões de queda, impulsionados pela recuperação do petróleo e preocupações com o El Niño.
  • •O café arábica registrou queda de 1,6%, com operadores atentos à eleição presidencial brasileira que pode fortalecer o real e desestimular exportações.
  • •O mercado de açúcar aguarda o impacto da prorrogação do prazo de importação isenta de impostos pela Índia e as condições climáticas no Brasil e na Índia.

Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na bolsa ICE registraram a primeira alta em seis sessões, impulsionados pela recuperação dos preços do petróleo e pela persistência das preocupações climáticas associadas ao fenômeno El Niño. Em contrapartida, o café registrou queda em suas cotações.

O contrato de açúcar bruto fechou com valorização de 0,11 centavo, ou 0,5%, a 20,24 centavos por libra-peso. Este movimento ocorre após cinco sessões consecutivas de perdas, que acumularam uma queda de 1,6% na quinta-feira e 3% na semana. Consultores apontam que consumidores e operadores podem ter entrado no mercado como compradores, aproveitando as recentes quedas diante de fatores de alta que permanecem relevantes.

Fatores que impulsionam o açúcar

Entre os fatores que sustentam o mercado de açúcar bruto estão as chuvas excessivas associadas ao El Niño no Brasil, principal produtor mundial. Além disso, novos aumentos nos preços do petróleo podem levar as usinas de cana-de-açúcar a priorizar a produção de etanol em detrimento do açúcar, reduzindo a oferta da commodity. A Índia, maior consumidor e segundo maior produtor de açúcar, também contribui para o cenário. O país prorrogou o prazo para importação isenta de impostos de 1 milhão de toneladas métricas de açúcar bruto de 31 de outubro para 31 de dezembro, concedendo mais tempo para a entrada da commodity no mercado. Os preços do açúcar na Índia têm subido significativamente, pois o país enfrenta chuvas de monção abaixo do normal devido ao El Niño.

O açúcar branco também acompanhou a tendência de alta, subindo 0,2% para US$534,80 por tonelada métrica, apesar de ter registrado uma perda semanal de 3,6%.

Café sob pressão da eleição e estoques baixos

No mercado de café, o arábica fechou em queda de 5 centavos, ou 1,6%, a US$3,0745 por libra-peso, após ter atingido uma máxima de seis semanas de US$3,1820 na quarta-feira. A commodity registrou alta de 0,6% na semana. O café tem sido impulsionado por estoques extremamente baixos nas bolsas e por um real forte. A valorização da moeda brasileira desestimula os exportadores do Brasil, principal produtor, a vender café cotado em dólares, pois isso reduz os retornos em moeda local.

Os estoques de arábica na ICE caíram novamente na sexta-feira, atingindo 227.978 sacas, próximo ao nível mais baixo em 27 anos. Operadores estão atentos à eleição presidencial brasileira, que pode consolidar novos ganhos para o real caso o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, vença, conforme indicam as pesquisas. O preço do café robusta caiu 1,8%, para US$3.242 a tonelada, registrando uma queda semanal de 5%.

Cacau com perdas semanais

O cacau de Londres fechou com alta de 15 libras, ou 0,3%, a 4.311 libras por tonelada, após uma queda de 3,9% na quinta-feira. O cacau de Nova York ficou praticamente inalterado, a US$5.592 por tonelada. Ambos os mercados registraram uma queda semanal de 1%.

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