Acordo comercial entre Argentina e EUA emperra: Milei sem votos no Congresso
Destaques
- •Argentina não tem votos suficientes no Congresso para ratificar acordo comercial com os EUA.
- •Governo Milei busca renegociar termos após decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas globais.
- •EUA pressionam pela ratificação e alertam que renegociação pode abrir precedente perigoso.
Parece que a lua de mel entre Javier Milei e o governo Trump está esfriando. Assessores do presidente argentino revelaram que não há votos no Congresso para aprovar o acordo comercial bilateral assinado em fevereiro, que prometia reduzir barreiras e beneficiar exportadores.
O governo Milei quer mexer nos termos, citando a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas globais. Do outro lado, a equipe de Trump foi clara: renegociar está fora de cogitação. Eles temem que isso crie um precedente para outros países pedirem o mesmo.
A pressão americana aumenta, pois não veem uma estratégia clara nem um cronograma para a ratificação. O tempo está correndo, já que o ano legislativo argentino termina em novembro, e Milei tem outras prioridades, além de uma possível campanha de reeleição em 2027 que pode tornar reformas ambiciosas arriscadas demais.
Apesar da divergência, a relação mais ampla entre os países não parece abalada. Uma conversa entre Trump e Milei à margem da Assembleia Geral da ONU pode ser a chance de colocar o acordo de volta nos trilhos. Por enquanto, a falta de progresso contrasta com a afinidade ideológica e o apoio que os EUA já deram à Argentina, como a linha de swap cambial de US$ 20 bilhões.
A situação também reflete a perda de fôlego político de Milei. Após um escândalo de corrupção e um crescimento econômico fraco, sua popularidade caiu, e a agenda de reformas sofreu reveses. Autoridades americanas argumentam que já fizeram sua parte, concedendo benefícios como um aumento de 80.000 toneladas na cota de exportação de carne bovina, e agora esperam que a Argentina cumpra o prometido. 📉



