Abstenção eleitoral: jovens e idosos votam mais, adultos e jovens adultos menos
Destaques
- •Taxa de abstenção geral subiu de 20,9% para 21,1% no 1º turno de 2026.
- •Queda de abstenção entre 16-17 anos (17,1% para 12,7%) e idosos acima de 60 anos.
- •Acompanhar se o aumento de comparecimento entre jovens e idosos beneficiará o atual presidente.
As urnas em 2026 apresentaram um comportamento eleitoral heterogêneo por faixa etária. Enquanto adolescentes de 16 e 17 anos e idosos com 60 anos ou mais demonstraram maior comparecimento, eleitores entre 19 e 59 anos registraram um aumento na abstenção.
A taxa geral de abstenção subiu levemente de 20,9% para 21,1%. No entanto, o grupo de 16 e 17 anos viu sua abstenção cair de 17,1% para 12,7%, uma redução de 4,4 pontos percentuais. Idosos, especialmente os com 70 anos ou mais, também apresentaram queda significativa, com o grupo de 75 a 79 anos registrando uma diminuição de 10,4 pontos percentuais.
Por outro lado, a abstenção cresceu entre os eleitores de 21 a 24 anos, que passaram de 23,5% para 25,8%. Faixas etárias entre 30 e 59 anos também registraram alta, com o grupo de 30 a 34 anos subindo de 19,8% para 21,7%.
Essa dinâmica pode influenciar o resultado eleitoral.
A menor abstenção entre jovens e idosos tende a favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem melhor desempenho nesses grupos. Contudo, o aumento da abstenção em regiões com maior concentração de votos para a oposição pode beneficiar o candidato adversário se o comparecimento nessas áreas crescer.
A taxa de abstenção de 2026 é a maior desde 1998 e segue uma trajetória ascendente desde 2006.

