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A Nova Fronteira do Risco Cibernético: O Perigo Agora Mora nos Bastidores

02 de abril de 2026
A Nova Fronteira do Risco Cibernético: O Perigo Agora Mora nos Bastidores

Destaques

  • Ataques cibernéticos evoluíram: o foco mudou do 'core' bancário para a infraestrutura que o cerca.
  • Regulamentação do BCB e CMN reforça exigências sobre testes de intrusão e segurança em integrações.
  • Red Team emerge como ferramenta essencial para simular ataques reais e identificar vulnerabilidades ocultas.

Os ataques mais preocupantes contra operações financeiras no Brasil expuseram uma mudança crítica: o risco mais perigoso agora se acumula na infraestrutura que circunda a operação, como provedores, integrações e credenciais de backend.

Quando esse entorno é comprometido, o adversário não precisa romper o core bancário. Basta dominar o que o core chama e operar por caminhos válidos da própria instituição, acessando fluxos críticos e gerando perdas milionárias.

Essa percepção regulatória se reflete nas Resoluções BCB nº 538/2025 e CMN nº 5.274/2025, que aumentam as exigências sobre testes de intrusão, correção de vulnerabilidades e segurança em integrações.

É nesse contexto que o Red Team ganha relevância estratégica, respondendo à pergunta: o que um adversário conseguiria fazer aqui, de verdade?

A simulação de ataques a partir de dentro da rede, como a de um colaborador comum, revela brutalmente aquilo que dashboards normalmente não mostram, medindo confiança excessiva, acessos herdados e a facilidade com que um ativo banal pode se tornar plataforma de ataque.

Na prática, o Red Team mede a distância entre a segurança que a instituição acredita possuir e a que ela realmente sustenta diante de um adversário capaz, descobrindo o risco cibernético real antes que ele seja explorado. O primeiro Panorama do Risco Cibernético no Brasil, da Vultus, mostrou que o impacto médio observado em 117 simulações foi de 8 em 10, indicando que o problema é estrutural.

Fontes

https://tiinside.com.br/feed/

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