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WTA impede tenista de usar braçadeira preta em homenagem a vítimas de acidente

31 de outubro de 2026
WTA impede tenista de usar braçadeira preta em homenagem a vítimas de acidente

Destaques

  • •Kaitlin Quevedo teve pedido negado pela WTA para usar braçadeira preta em solidariedade a vítimas de colisão de trens na Espanha.
  • •A organização citou regras contra exibição de símbolos não aprovados em equipamentos de jogo.
  • •Torneios masculinos da ATP permitiram uso de laços pretos em homenagem ao mesmo acidente.

A tenista Kaitlin Quevedo, número 86 do mundo e atual campeã do SP Open, foi impedida pela WTA (Associação de Tênis Feminino) de usar uma braçadeira preta durante sua partida nas quartas de final do WTA 250 de Guangzhou. O adereço seria em homenagem às 69 vítimas fatais e mais de 100 feridos de uma colisão entre trens ocorrida na quarta-feira (28) em Urda, na Espanha. Entre as vítimas fatais está a atleta espanhola de salto em distância Julieta Gallego, de 24 anos.

Pedido negado pela WTA

Quevedo, de 20 anos, que tem naturalização espanhola, solicitou permissão aos organizadores do evento para usar a braçadeira preta como forma de solidariedade. No entanto, o pedido foi negado. Segundo o jornal espanhol "Marca", a justificativa inicial foi que a cor preta é proibida e o adereço poderia ser de qualquer outra cor.

Uma publicação diferente, o diário "As", apontou que a decisão está ligada a uma medida aprovada pela WTA em outubro de 2024. Essa resolução, segundo o jornal, proíbe a "exibição de qualquer símbolo ou slogan que esteja associado ou pretenda estar associado a uma organização de beneficência, causa, movimento ou partido político nas jogadoras ou equipamento, antes, durante ou depois de disputar um jogo nos torneios da WTA, a menos que faça parte de uma iniciativa ou campanha oficial apoiada pela WTA".

Diferença com a ATP

Em contraste com a decisão da WTA, a ATP (Associação de Tenistas Profissionais), circuito masculino, autorizou o uso de símbolos em homenagem ao mesmo acidente. O tenista espanhol Rafael Jódar foi liberado para usar um laço preto preso a uma das mangas de seu uniforme durante o ATP 500 de Basileia, como forma de demonstrar solidariedade aos envolvidos na tragédia.

A tenista americana, nascida em Naples, Flórida, avançou para as semifinais do torneio chinês após vencer a suíça Jil Teichmann por 7/6 (7-2) e 6/3 nesta sexta-feira (30). A decisão da WTA gerou debate sobre a rigidez das regras em relação a manifestações de solidariedade em eventos esportivos.

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