Wearables: Amigos ou Inimigos da Sua Saúde Mental?
Destaques
- •Dispositivos vestíveis (wearables) monitoram saúde, mas podem gerar ansiedade.
- •Dados isolados não substituem diagnóstico médico e percepção pessoal.
- •Ajuste metas, foque em métricas essenciais e valorize sua sensação corporal.
Relógios inteligentes e outros wearables prometem ser aliados na saúde, monitorando tudo, de sono a batimentos cardíacos. Mas, cuidado: a enxurrada de dados pode virar gatilho para ansiedade e cobrança excessiva.
A endocrinologista Alessandra Rascovski alerta que os dados sozinhos não fazem diagnóstico e que a percepção pessoal é fundamental. Algoritmos podem distorcer leituras, e o foco em métricas diárias pode desanimar.
Para usar essas ferramentas sem cair na armadilha do perfeccionismo, a dica é:
- Desativar notificações de metas automáticas.
- Personalizar seus objetivos.
- Focar em poucas métricas-chave.
- Analisar médias semanais/mensais.
- Dar um tempo do aparelho.
- Valorizar sua sensação física antes de olhar os números.
No fim das contas, os wearables são ferramentas de autoconhecimento, mas se gerarem hipervigilância, o benefício se perde. A chave é o equilíbrio para não se tornar um escravo dos dados. 🧘



