VW na corda bamba: Acionistas cobram agilidade de Blume em meio a cortes e crise na China

Destaques
- •Acionistas pressionam CEO da Volkswagen, Oliver Blume, por resultados mais rápidos em reestruturação.
- •Corte nas projeções da BMW acende alerta sobre a saúde da indústria automotiva alemã.
- •Mercado chinês em queda e complexidade interna são os principais desafios da VW.
A Volkswagen está sob fogo cerrado dos acionistas. A pressão é para que Oliver Blume mostre que sua reestruturação está andando rápido o suficiente, especialmente depois que a BMW cortou drasticamente suas projeções de lucro, jogando um balde de água fria nas expectativas para toda a indústria automotiva alemã.
O temor é que a gigante europeia, que já viu a saída de uma executiva chave do conselho, perca o ritmo na corrida dos veículos elétricos e enfrente um declínio gradual, como alertou a Deka Investment.
O cenário é complicado pela queda de mais de 20% nas vendas de carros na China em maio, onde a demanda por veículos a combustão despencou quase 40%, forçando analistas a reverem suas projeções. A complexidade interna da VW, com mais de 150 modelos e uma estrutura de governança que dificulta mudanças rápidas, também pesa.
A montadora tenta acelerar a reestruturação, com a possível venda de uma unidade de motores marítimos avaliada em €8 bilhões e cortes de produção, além de parcerias na China. No entanto, as promessas de transformação esbarram na desconfiança de investidores, ainda marcados pela crise do diesel.
O corte da BMW para uma margem de lucro de até 1% é um sinal de alerta para toda a indústria. 📉




