Voto Religioso: A Virada Evangélica e o Desafio da Esquerda

Destaques
- •Eleitores evangélicos migraram majoritariamente para a direita a partir de 2010.
- •Católicos de baixa renda mantêm preferência pela esquerda, ampliando vantagem petista.
- •Teologia da prosperidade e organização política explicam o alinhamento evangélico com a direita.
A religião virou um tema quente na política brasileira, e o eleitorado evangélico, em especial, deu uma guinada surpreendente. Se em 2006 o PT ainda abocanhava 75% dos votos entre os que ganhavam até dois salários mínimos, essa fatia caiu drasticamente, chegando a 41% em 2018.
Acontece que, enquanto a esquerda perde força nesse segmento, a direita parece ter encontrado a fórmula. Fatores como a pauta de costumes, uma organização política estruturada das igrejas e o crescimento demográfico do segmento evangélico foram cruciais para essa mudança.
Em contrapartida, o eleitorado católico, especialmente o de baixa renda, continua fiel à esquerda, com o PT ampliando sua vantagem. A teologia da prosperidade, que associa conquistas ao esforço individual, e a falta de um sentimento de pertencimento oferecido pelos partidos parecem ser os grandes vilões para a esquerda conquistar o voto evangélico.




