Volkswagen estuda cortar até 100 mil empregos na Alemanha em reviravolta

Destaques
- •Maior montadora europeia estuda dobrar cortes de empregos, de 50 mil para 100 mil.
- •Crise atinge outras gigantes como BMW, Mercedes-Benz e Bosch, com demissões e fechamento de fábricas.
- •Fatores como tarifas americanas, concorrência chinesa e altos custos de energia e mão de obra pressionam o setor.
A Volkswagen está considerando uma reviravolta drástica: dobrar os cortes de empregos previstos para suas operações na Alemanha, de 50 mil para até 100 mil postos.
Essa decisão, que ainda depende da aprovação do conselho de supervisão, reflete a dificuldade da montadora em retomar a rentabilidade. O movimento não é isolado; a indústria automotiva alemã como um todo está sob forte pressão.
Outras gigantes como BMW e Mercedes-Benz também avaliam cortes, enquanto a Bosch já anunciou 18,5 mil demissões. A situação é agravada por tarifas americanas, queda nas vendas na China e altos custos de energia e mão de obra.
A pressão se estende aos fornecedores, com empresas como Schaeffler e Aumovio também fechando fábricas e demitindo.
O presidente-executivo da VW, Oliver Blume, admitiu que o modelo de negócios histórico do grupo, focado em produzir na Europa e vender globalmente, não funciona mais.
Para contornar a crise, a Volkswagen considera movimentos como separar a marca principal do conglomerado e permitir que parceiros chineses produzam carros em fábricas alemãs com capacidade ociosa.
A situação é crítica para a indústria alemã, que corre o risco de perder sua liderança industrial para rivais mais ágeis. A adaptação às novas realidades do mercado é vista como essencial para a sobrevivência do setor. 📉



