Volkswagen é condenada em 2ª instância por trabalho escravo em fazenda na ditadura

Destaques
- •TRT-8 mantém condenação da Volkswagen por trabalho escravo na "Fazenda Volkswagen" no Pará.
- •Decisão unânime da 4ª Turma rejeita pedido da montadora para anular a ação.
- •Empresa terá que pagar R$ 165 milhões e fazer pedido público de desculpas.
A Volkswagen do Brasil foi novamente condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) por trabalho escravo em sua antiga fazenda no sul do Pará, conhecida como “Fazenda Volkswagen”.
A decisão unânime da 4ª Turma rejeitou os argumentos da montadora e confirmou a condenação em segunda instância, que prevê o pagamento de uma indenização de R$ 165 milhões por danos morais coletivos.
A montadora alemã, que era sócia majoritária da fazenda entre as décadas de 1970 e 1980, alegou que não era diretamente responsável pelos abusos. No entanto, os desembargadores consideraram que a empresa exercia controle efetivo sobre as atividades e se beneficiava economicamente da exploração.
Além da indenização, a Volkswagen terá que assumir responsabilidade pública e fazer um pedido público de desculpas aos trabalhadores atingidos e à sociedade brasileira. A empresa ainda pode recorrer da decisão. 📉




