Violência no Campo Dobra Assassinatos, Mas Queda Geral nos Conflitos Preocupa

Destaques
- •Assassinatos de trabalhadores rurais e povos da terra dobraram em 2025.
- •Apesar da alta em assassinatos, o número geral de conflitos no campo caiu 28%.
- •Avanço do agronegócio e grilagem são apontados como causas da violência.
O relatório Conflitos no Campo Brasil da CPT jogou luz sobre um cenário preocupante: enquanto o número total de ocorrências caiu 28% em 2025, os assassinatos de trabalhadores rurais e povos da terra dobraram, saltando de 13 para 26 vítimas.
A maior parte dessa tragédia se concentra na Amazônia Legal, com 16 mortes, refletindo um projeto histórico de expansão colonial e capitalista. A CPT aponta um forte "consórcio" entre grilagem, crime organizado e setores do Estado e privados como o motor dessa violência.
Mas o que explica essa disparidade?
A análise sugere que o aumento de casos como prisões (de 71 para 111), humilhações (de 5 para 142) e cárcere privado (de 1 para 105) pode ser reflexo de ações mais arbitrárias e pontuais das forças de segurança estaduais, especialmente em Rondônia e Bahia. Os fazendeiros aparecem como os principais agentes nos assassinatos, respondendo por 20 dos 26 casos. Um retrato sombrio que contrasta com a queda geral nos números, levantando um alerta sobre a intensidade da violência que persiste 💰.




