Vice-governador de SP na mira: Empresa da família Ramuth é acusada de enviar dinheiro ilegalmente para os EUA

Destaques
- •Empresa ligada ao vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, é apontada em documentos do Carf por envio ilegal de dólares.
- •O caso remonta ao escândalo do Banestado, que envolveu remessas ilegais de divisas e lavagem de dinheiro entre 1996 e 2002.
- •A empresa, Ramuth e Ramuth (hoje Gasômetro Madeiras), foi autuada pelo Carf, mas um inquérito judicial foi arquivado após pagamento da dívida.
Parece que um fantasma do passado voltou para assombrar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth. Documentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) indicam que uma empresa da qual ele era sócio, a Ramuth e Ramuth Ltda (hoje Gasômetro Madeiras), enviou dólares para os Estados Unidos de forma ilegal.
Essa descoberta surge no rastro do escândalo do Banestado, um esquema bilionário de remessas ilegais e lavagem de dinheiro que agitou o Brasil entre 1996 e 2002. A investigação aponta que a empresa, na época em que Felício Ramuth era sócio, teria usado contas operadas pelo doleiro Dario Messer, figura central em outros escândalos como a Lava Jato.
O esquema envolvia o envio de dinheiro de Foz do Iguaçu para uma agência do Banestado em Nova York, e de lá para o JPMorgan Chase Bank. A empresa foi autuada pelo Carf em 2005 por sonegação fiscal, mas um inquérito judicial posterior foi arquivado em 2014 após o pagamento da dívida tributária.
A assessoria de Ramuth nega as irregularidades, afirmando que o caso foi esclarecido e arquivado. No entanto, a punição administrativa do Carf ainda é válida.
A novela envolvendo o Banestado e seus desdobramentos, como o envolvimento de figuras como Dario Messer e Alberto Youssef, continua a render capítulos, mostrando como esquemas antigos ainda podem ter reflexos no presente. 💰

