Vero: A aposta da 4ª maior ISP brasileira em combos de celular e streaming

Destaques
- •Vero, controlada por Vinci Compass e Warburg Pincus, foca em monetizar base existente em vez de comprar ou ser comprada.
- •Estratégia de convergência com chip de celular e streaming eleva a venda de produtos adicionais de 17% para 41% em menos de dois anos.
- •Operação como MVNO (alugando infraestrutura da TIM) traz rentabilidade e fortalece o ARPU (receita média por usuário).
Esqueça a ideia de a Vero ser comprada por Vivo, Claro ou TIM. A quarta maior provedora de internet banda larga do Brasil, controlada pelas gestoras Vinci Compass e Warburg Pincus, decidiu trilhar um caminho diferente em 2026: rentabilizar o que já tem.
A estratégia? Oferecer combos de celular e streaming para seus 1,3 milhão de clientes e também para quem ainda não assina, mas já tem fibra passando na porta. O CEO Fabiano Ferreira explica que o foco é aproveitar a rede que já existe, já que o take-up rate (percentual de casas conectadas que viram clientes) fora das grandes capitais ainda é baixo, em torno de 26%.
Essa aposta na convergência já está dando frutos. O percentual de clientes com algum produto adicional saltou de 17% para 41% em menos de dois anos. A operação como MVNO (operadora virtual que aluga infraestrutura da TIM) tem sido particularmente rentável, elevando o ARPU (receita média por usuário) consolidado para R$ 115,02 em 2025, um aumento de 5%.
Enquanto o mercado vê grandes aquisições, como a da Desktop pela Claro por R$ 4 bilhões, a Vero prefere focar em otimizar seus ativos atuais, mostrando que há vida além de comprar ou ser comprada no setor de telecomunicações. 💰




