Venture Capital Corporativo no Brasil: Um Mar de Retornos Negativos

Destaques
- •Mais de 70% dos fundos de corporate venture capital (CVC) no Brasil apresentaram retornos negativos.
- •O CVC tem sido mais usado como ferramenta estratégica do que para ganho financeiro.
- •A taxa interna de retorno (TIR) média desses fundos é de -10%.
A euforia do corporate venture capital (CVC) em 2022 deu lugar a uma retração e cautela em 2023 e 2024. Um levantamento da Spectra Investimentos revela que mais de 70% desses programas apresentaram retornos negativos, indicando que o foco tem sido mais estratégico do que financeiro.
A análise considerou 32 veículos de investimento no Brasil, mostrando uma taxa interna de retorno (TIR) média de -10%. Apenas uma pequena parcela dos fundos, cerca de 10%, alcançou resultados positivos entre 25% e 50%.
Ainda assim, vale notar que 30% dos fundos têm menos de três anos e podem estar na fase inicial da "curva J", comum no setor. Contudo, o estudo aponta que isso não explica totalmente o desempenho fraco geral.
O levantamento também mostrou que 34% dos investimentos foram em setores sem relação direta com a atividade principal da empresa investidora, reforçando o viés estratégico. Algumas startups foram até adquiridas pelas próprias corporações patrocinadoras.
Investimentos feitos independentemente pelos CVCs mostraram menor proporção de retornos negativos (25%), mas também menor potencial de ganhos expressivos. Já os co-investimentos com VCs tradicionais e mais novos apresentaram perfis de risco e retorno mais semelhantes, com maior potencial de retornos acima de 25%, mas também com cerca de um terço de casos com TIR negativa. 📉




