USP descobre nova arma contra leishmaniose: inibidores que atacam o parasita sem prejudicar humanos

Destaques
- •Pesquisadores da USP desenvolvem inibidores covalentes de enzima vital para o parasita Leishmania braziliensis.
- •Nova estratégia promete tratamentos mais eficazes e seguros contra a leishmaniose cutânea, doença negligenciada.
- •Molécula 2i demonstrou alta seletividade, inibindo o parasita sem afetar células humanas.
Uma nova esperança contra a leishmaniose cutânea surgiu em laboratórios da USP. Pesquisadores da FCFRP desenvolveram os primeiros inibidores covalentes de uma enzima crucial para a sobrevivência do parasita Leishmania braziliensis, responsável por essa doença negligenciada.
A estratégia foca na enzima DHODH, essencial para a produção de DNA e RNA do parasita. Ao bloqueá-la, a multiplicação do microrganismo é interrompida. A grande sacada é que a molécula desenvolvida, batizada de 2i, mostrou alta seletividade.
Isso significa que ela inibiu fortemente a enzima do parasita, mas não afetou a versão humana da mesma enzima nem se mostrou tóxica para células de defesa humanas em testes de laboratório.
A promessa é de tratamentos mais seguros e eficazes, superando as limitações dos fármacos atuais, que são tóxicos e de eficácia variável. A pesquisa, publicada no Journal of Medicinal Chemistry, abre caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos contra essa doença que afeta principalmente populações de baixa renda.
Os próximos passos incluem testes em modelos animais e avaliação contra outras espécies de Leishmania, com o objetivo de levar essa inovação para a clínica. 🔬

