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USP descobre nova arma contra leishmaniose: inibidores que atacam o parasita sem prejudicar humanos

11 de outubro de 2026
USP descobre nova arma contra leishmaniose: inibidores que atacam o parasita sem prejudicar humanos

Destaques

  • •Pesquisadores da USP desenvolvem inibidores covalentes de enzima vital para o parasita Leishmania braziliensis.
  • •Nova estratégia promete tratamentos mais eficazes e seguros contra a leishmaniose cutânea, doença negligenciada.
  • •Molécula 2i demonstrou alta seletividade, inibindo o parasita sem afetar células humanas.

Uma nova esperança contra a leishmaniose cutânea surgiu em laboratórios da USP. Pesquisadores da FCFRP desenvolveram os primeiros inibidores covalentes de uma enzima crucial para a sobrevivência do parasita Leishmania braziliensis, responsável por essa doença negligenciada.

A estratégia foca na enzima DHODH, essencial para a produção de DNA e RNA do parasita. Ao bloqueá-la, a multiplicação do microrganismo é interrompida. A grande sacada é que a molécula desenvolvida, batizada de 2i, mostrou alta seletividade.

Isso significa que ela inibiu fortemente a enzima do parasita, mas não afetou a versão humana da mesma enzima nem se mostrou tóxica para células de defesa humanas em testes de laboratório.

A promessa é de tratamentos mais seguros e eficazes, superando as limitações dos fármacos atuais, que são tóxicos e de eficácia variável. A pesquisa, publicada no Journal of Medicinal Chemistry, abre caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos contra essa doença que afeta principalmente populações de baixa renda.

Os próximos passos incluem testes em modelos animais e avaliação contra outras espécies de Leishmania, com o objetivo de levar essa inovação para a clínica. 🔬

Fontes

https://www.poder360.com.br/feed/

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