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União Caribenha apoia Infantino na FIFA, rachando oposição da Concacaf

06 de novembro de 2026
União Caribenha apoia Infantino na FIFA, rachando oposição da Concacaf

Destaques

  • •União Caribenha de Futebol declara apoio a Gianni Infantino, com 25 federações votantes.
  • •Apoio caribenho enfraquece o bloco de oposição formado por Concacaf e Uefa, com apenas México e outras federações menores ainda alinhadas contra Infantino.
  • •A eleição para presidente da FIFA está marcada para março do próximo ano, com prazo de inscrição de candidaturas em 18 de novembro.

A União Caribenha de Futebol (CFU), composta por 25 federações com direito a voto na Fifa, declarou apoio à reeleição do atual presidente, Gianni Infantino. A decisão representa um duro golpe para a oposição, que contava com o bloco da Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e Caribe) e a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) para contestar a liderança do dirigente.

Até então, apenas o México, dentro da Concacaf, havia manifestado publicamente seu suporte a Infantino. Com a adesão das nações caribenhas, agora 26 das 35 federações votantes da Concacaf prometem voto ao atual presidente. A nota oficial da CFU destacou as iniciativas de desenvolvimento da Fifa, como investimentos em infraestrutura, programas técnicos, competições, futebol de base e feminino, e capacitação institucional, que beneficiaram associações-membro com recursos limitados.

Oposição enfraquecida na Concacaf

A Concacaf, ao lado da Uefa, havia criticado Infantino após a Copa do Mundo, especialmente após a revelação de seu plano de criar uma empresa para gerenciar direitos comerciais e esportivos de competições da entidade, um projeto que foi posteriormente abandonado diante da reação negativa. O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, chegou a ser cogitado como um potencial rival de Infantino, mas o movimento de oposição perdeu força nas últimas semanas.

O bloco contrário a Infantino, que chegou a contar com o apoio da Confederação Asiática de Futebol (AFC), diminuiu consideravelmente. Antes da desvinculação das federações caribenhas, o presidente da AFC, sheik Salman bin Ibrahim Al-Khalifa, já havia se distanciado. Em contrapartida, a Conmebol (América do Sul), a confederação africana e a da Oceania mantiveram seu apoio ao atual presidente da Fifa.

Novos candidatos surgem

Apesar do cenário de apoio a Infantino, novos desafiantes surgiram. O dirigente japonês Kozo Tashima, presidente honorário da federação de seu país, declarou sua intenção de disputar o pleito. Ele se junta ao ex-zagueiro suíço Ramon Vega como os primeiros a se apresentarem como candidatos contra Infantino. Montagliani, da Concacaf, não deve concorrer e provavelmente buscará um terceiro mandato em sua confederação regional.

Para que suas candidaturas sejam oficializadas, Tashima e Vega precisam apresentar o apoio formal de pelo menos cinco associações filiadas à Fifa. O prazo para a inscrição de candidaturas se encerra em 18 de novembro. A eleição que definirá o futuro presidente da Fifa ocorrerá durante o próximo Congresso da entidade, agendado para março do ano que vem, em Rabat, no Marrocos.

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