Ultraprocessados prejudicam cognição e aumentam risco de TDAH em crianças

Destaques
- •Consumo de ultraprocessados associado a notas mais baixas e 16% mais sintomas de TDAH.
- •Mais de 80% das crianças menores de 2 anos já consomem esses alimentos.
- •Projeto de lei busca proibir comercialização em escolas, mas enfrenta lentidão.
Atenção pais e educadores: o consumo de ultraprocessados, além de ser um vilão para a saúde, está cada vez mais ligado a um desempenho escolar mais baixo em crianças e adolescentes. Uma pesquisa espanhola já apontou a associação entre o maior consumo desses alimentos e notas inferiores em linguagem, matemática e inglês.
No Brasil, estudos com a Coorte de Nascimentos de Pelotas revelaram que crianças com maior ingestão de ultraprocessados apresentaram 16% mais sintomas de TDAH. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2019) também associou esses alimentos a maiores índices de preocupação, tristeza e má qualidade do sono.
O problema começa cedo: o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI 2019) mostrou que mais de 80% das crianças com menos de 2 anos já consumiram algum ultraprocessado. Um projeto de lei, o PL 4501/2020, busca proibir a venda desses produtos em escolas, mas enfrenta lentidão devido a interesses econômicos.


