Ultraprocessados associados a pior desempenho escolar e TDAH em crianças

Destaques
- •Consumo de ultraprocessados ligado a notas mais baixas em linguagem, matemática e inglês.
- •Crianças com maior consumo apresentaram 16% mais sintomas de TDAH.
- •Projeto de lei para proibir comercialização em escolas está em tramitação.
Atenção pais e educadores: o que seus filhos comem pode estar afetando diretamente o desempenho escolar. Uma pesquisa espanhola revelou que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados está associado a notas mais baixas em disciplinas cruciais como linguagem, matemática e inglês.
No Brasil, a preocupação é ainda maior. Estudos com crianças brasileiras indicam que o alto consumo desses produtos está ligado a um aumento de 16% nos sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Além disso, há correlação com maior índice de preocupação, tristeza e má qualidade do sono.
A questão é que o hábito se forma cedo: mais de 80% das crianças menores de 2 anos já consumiram ultraprocessados. O problema se agrava com a acessibilidade e o preço desses alimentos, que muitas vezes são a opção mais fácil para famílias com menor acesso à informação.
A situação nas escolas também é um ponto de atenção. Um projeto de lei nacional (PL 4501/2020) busca proibir a comercialização e propaganda desses alimentos em instituições de ensino, mas enfrenta lentidão devido a interesses econômicos. A discussão é crucial para a saúde e qualidade de vida das futuras gerações.
