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UE veta carne brasileira e Trump mira JBS: um golpe duplo no agronegócio

06 de junho de 2026
UE veta carne brasileira e Trump mira JBS: um golpe duplo no agronegócio

Destaques

  • União Europeia impõe veto a produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro, citando falta de garantias sobre uso de antimicrobianos.
  • Medida pode gerar perda de US$ 2 bilhões anuais para o setor, com ações de JBS, MBRF e Minerva já sentindo o impacto.
  • Nos EUA, Donald Trump pressiona frigoríficos, especialmente JBS, acusando-os de inflar preços da carne, enquanto a indústria enfrenta escassez de gado.

A União Europeia deu um balde de água fria nas exportações brasileiras de carne. A partir de 3 de setembro, o bloco vetou a importação de produtos de origem animal, incluindo carne bovina, de frango, pescado e mel.

A justificativa europeia não aponta contaminação, mas sim a falta de garantias sobre o cumprimento das exigências quanto ao uso de antimicrobianos na pecuária. O Brasil teria falhado em comprovar que atende às normas, especialmente sobre substâncias proibidas para acelerar crescimento ou reservadas para uso humano.

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, o ex-presidente americano Donald Trump intensifica a pressão sobre a indústria de carnes dos Estados Unidos, mirando especificamente em gigantes como a JBS.

Trump culpa os frigoríficos, especialmente os de capital estrangeiro, pela alta recorde nos preços da carne bovina nos supermercados americanos. O Departamento de Justiça abriu uma investigação antitruste contra as maiores processadoras, incluindo JBS e National Beef (controlada pela MBRF), para apurar se houve combinação na compra de gado.

A JBS, que tem metade de sua receita vinda dos EUA e está investindo pesado em modernização de plantas por lá, se defende com um discurso de otimismo e compromisso com o mercado americano. Contudo, a escassez de gado nos EUA, com o menor rebanho desde 1951, pressiona as margens e a capacidade de processamento, mesmo com a empresa buscando compensar com operações no Brasil e Austrália.

O setor estima uma perda de quase US$ 2 bilhões por ano com o veto europeu. 📉

Fontes

https://investnews.com.br/feed/

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