Trump volta da China sem 'força', e o Irã mostra que resistir é o novo poder

Destaques
- •Retorno de Trump da China sem conquistas significativas na pressão contra o Irã.
- •China mantém estratégia própria, ignorando prioridades dos EUA em relação ao Irã.
- •A resiliência do Irã desafia a antiga ordem unipolar americana e inspira o Sul Global.
A recente viagem de Donald Trump à China deixou um gosto amargo: o de uma demonstração de força que não se concretizou. Sem grandes concessões de Pequim e sem um alinhamento estratégico claro contra o Irã, Trump retorna sem a projeção de poder que buscava.
O que antes parecia incontestável – a capacidade dos EUA de impor sua vontade globalmente – começa a mostrar rachaduras sérias. O Irã, por exemplo, resistiu a décadas de sanções e ameaças, fortalecendo-se internamente e aprofundando laços com Rússia e China.
Essa dinâmica global, onde a resistência se torna uma forma de redistribuição de poder, é um sinal claro de que a era da obediência automática ao poder unipolar americano está chegando ao fim.
A erosão da hegemonia americana, impulsionada por fracassos estratégicos e perda de legitimidade, ganha um novo capítulo. A volta de Trump de mãos vazias simboliza um momento histórico de transição global 📉.




