Trump quer carne barata, mas o apetite americano é mais forte que a crise
Destaques
- •Demanda resiliente por carne bovina nos EUA desafia meta de Trump de reduzir preços.
- •Consumidores trocam cortes nobres por moída e acém, mas mantêm o consumo alto.
- •Trump remove tarifas de carne brasileira e investiga conluio entre processadoras.
O presidente americano Donald Trump está numa cruzada para baixar os preços da carne bovina, mas o apetite insaciável dos consumidores dos EUA está dificultando a missão. Mesmo com a carne moída batendo recordes, subindo 14% neste ano, os americanos não estão abrindo mão da proteína.
O consumo segue forte, com vendas em volume de carne bovina nos supermercados crescendo 5% no último ano, superando outras proteínas. Isso mostra uma resiliência impressionante, mesmo em tempos de aperto financeiro, contrastando com o colapso na demanda por ovos e cacau quando atingiram picos de preço.
Para driblar os preços altos, o consumidor americano está se adaptando: troca cortes nobres como ribeye e filé mignon por opções mais acessíveis como carne moída e acém. A popularidade de medicamentos para obesidade também contribui para a 'febre da proteína'.
A crise de oferta nas fazendas, com rebanhos no menor nível em décadas, é o pano de fundo. Em resposta, Trump removeu tarifas sobre a carne bovina do Brasil e incentivou importações da Argentina, enquanto o governo investiga suspeitas de conluio e manipulação de preços contra gigantes como Tyson Foods e JBS.
Apesar da pressão, a demanda por carne bovina se mostra surpreendentemente forte, revertendo a tendência de queda de uma década atrás, quando preocupações com saúde e meio ambiente afastavam consumidores. Parece que a carne vermelha está de volta aos holofotes. 📈




