Trump ameaça Irã e quase melou acordo nuclear na Suíça

Destaques
- •Negociações sobre programa nuclear iraniano e Estreito de Ormuz estiveram à beira do colapso.
- •Ameaças de Donald Trump ao Irã geraram protestos e dúvidas sobre a continuidade das tratativas.
- •O futuro do Estreito de Ormuz e sanções americanas são pontos cruciais.
O presidente Donald Trump quase jogou um balde de água fria nas negociações de paz sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. Em meio a conversas importantes na Suíça, o líder americano soltou ameaças de novos ataques ao Irã caso o país não controle seus aliados no Líbano.
A mídia iraniana chegou a noticiar a suspensão das negociações, mas fontes indicam que as conversas, com a presença de representantes dos EUA, Irã, Catar e Paquistão, continuaram. O vice-presidente americano JD Vance tentou acalmar os ânimos, classificando o encontro como o início de uma negociação técnica.
O impasse, no entanto, é real e o sucesso das tratativas depende de uma resolução para o conflito no Líbano, com o aval de Israel. Temas como o Estreito de Ormuz, sanções americanas e ativos iranianos congelados estão na mesa.
A situação é tensa: o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano e ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Apesar da ameaça, o tráfego de navios seguiu normal, com os EUA escoltando embarcações.
Trump, por sua vez, alertou que se o Irã fechar o estreito, o país “nem vai conseguir voltar” para casa. As negociações têm 60 dias para chegar a um acordo, com possibilidade de prorrogação. A questão israelense, com o conflito no Líbano, complica ainda mais o cenário, com Israel reafirmando seu direito de agir contra ameaças. Vance, no entanto, demonstrou otimismo, indicando progresso nas últimas horas.


