Tratado Nuclear: Um passo histórico que ainda busca ratificação global

Destaques
- •O Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), de 1996, é o principal instrumento de controle da proliferação nuclear.
- •Apesar de ter reduzido os testes a um mínimo histórico, o tratado ainda não entrou em vigor por falta de ratificação de países-chave.
- •O Brasil é um dos 44 países tecnologicamente nucleares que precisam ratificar o tratado para sua vigência.
Lembra do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT)? Aquele acordo de 1996 que prometia frear a corrida armamentista nuclear, banindo todas as explosões de armas atômicas, se tornou o mais efetivo instrumento de controle da proliferação desse tipo de armamento.
O tratado, que proibiu todas as explosões de testes de armas nucleares, criou uma norma internacional tão forte que, desde sua abertura para assinatura, menos de uma dúzia de testes desse tipo foi realizada. Para se ter uma ideia, foram quase 3 mil explosões entre 1945 e 1996, e nos últimos 30 anos, estima-se que tenham sido no máximo 12.
O grande porém é que o CTBT ainda não entrou em vigor oficialmente. A vigência depende da ratificação por 44 países considerados detentores de tecnologia nuclear. Entre eles, estão potências como China, Rússia e Estados Unidos, além de Índia, Paquistão e Coreia do Norte, que nem sequer assinaram o documento. O Brasil, apesar de possuir a tecnologia, a desenvolveu apenas para fins pacíficos, e está nesse grupo de 44.
Mesmo sem a ratificação completa, o tratado já tem um impacto significativo. A prática dos testes nucleares foi praticamente extinta, e uma organização, a CTBTO, já realiza o monitoramento internacional. É um caso curioso de um tratado que funciona na prática, mesmo sem estar totalmente em vigor.
O CTBTO, responsável por verificar a ocorrência de explosões nucleares, já monitora o planeta. Essa organização, criada para viabilizar o acordo, concentra esforços de monitoramento sísmico, por exemplo. Mesmo sem a entrada em vigor, o tratado funciona como um sistema de monitoramento que compartilha informações críveis e relevantes em uma área de grande sigilo. Um paradoxo interessante no mundo da diplomacia nuclear. 🌍


