Tragédia Silenciosa: Quase 8 mil mortos em rotas migratórias em 2025

Destaques
- •Número de mortes em rotas migratórias cai, mas subnotificação é alta devido a cortes de financiamento.
- •Vias legais de migração diminuem, empurrando mais pessoas para contrabandistas.
- •OIM pede expansão de rotas seguras e proteção para migrantes.
Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram no ano passado em rotas migratórias perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África. Mas, o número real provavelmente é muito maior, pois cortes no financiamento afetaram o acesso humanitário e o rastreamento de mortes, afirmou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
As vias legais para a imigração estão se reduzindo, empurrando mais pessoas para as mãos de contrabandistas, disse a OIM, enquanto a Europa, os Estados Unidos e outras regiões intensificam a fiscalização e investem em medidas de dissuasão.
“A perda contínua de vidas nas rotas migratórias é uma falha global que não podemos aceitar como normal”, declarou a diretora-geral da OIM, Amy Pope.
A organização sediada em Genebra está entre os diversos grupos de ajuda humanitária afetados por grandes cortes no financiamento dos EUA, o que a obrigou a reduzir ou encerrar programas, de maneiras que, segundo a própria organização, impactarão severamente os imigrantes.
As rotas marítimas permaneceram entre as jornadas mais letais, com pelo menos 2.108 pessoas mortas ou desaparecidas no Mediterrâneo e 1.047 na rota atlântica para as Ilhas Canárias. Cerca de 3 mil mortes foram registradas na Ásia, e 922 no Chifre da África. Um cenário desolador que pede ação imediata 📉.




