Toto Wolff vende 15% da Mercedes F1 por US$ 300 milhões e valoriza equipe em US$ 6 bilhões

Destaques
- •Chefe da Mercedes na F1, Toto Wolff, vendeu parte de sua participação na equipe por US$ 300 milhões, elevando a avaliação total da escuderia para US$ 6 bilhões.
- •A venda representa um retorno de seis vezes o investimento inicial de Wolff em 2013, demonstrando o crescimento exponencial da Fórmula 1 como negócio.
- •A Fórmula 1 tem visto sua relevância aumentar com o reality show 'Drive to Survive' e a expansão para novos mercados, como os Estados Unidos, atraindo novos públicos e patrocinadores.
O chefe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, vendeu 15% de sua participação na equipe por US$ 300 milhões no final do ano passado. Wolff, que adquiriu um terço da equipe em 2013 por US$ 50 milhões, multiplicou seu investimento inicial por seis ao vender apenas uma fração de sua fatia. Essa transação eleva a avaliação total da equipe Mercedes para US$ 6 bilhões, um valor superior ao de diversas empresas listadas na B3, como RaiaDrogasil e Cemig.
A valorização da equipe é impressionante: em 2013, quando Wolff entrou, a Mercedes era avaliada em US$ 165 milhões. A participação de Wolff, que era de 30% e depois aumentou para 33%, cresceu mais de 3.000% desde então, superando o desempenho de gigantes como a Apple e a WEG no mesmo período.
A Virada Financeira da Mercedes e da F1
A transformação financeira da equipe é notável. Em 2012, a Mercedes registrou um prejuízo de US$ 51 milhões, que piorou para US$ 84 milhões em 2013. Atualmente, a equipe opera com lucro, tendo fechado 2025 com US$ 168 milhões no azul, sobre um faturamento de US$ 850 milhões, com uma margem de 20%.
Desse faturamento, US$ 550 milhões vieram de patrocínios e US$ 300 milhões de premiações da Fórmula 1. O lucro de 2025 foi amplamente distribuído como dividendos: US$ 55 milhões para Toto Wolff, US$ 55 milhões para a Ineos e US$ 55 milhões para a Mercedes-Benz. Um novo sócio, George Kurtz, fundador da CrowdStrike, adquiriu 5% da equipe.
O Papel da Liberty Media e o Crescimento do Esporte
A ascensão da Fórmula 1 como negócio começou em 2017, quando a Liberty Media, um grupo de mídia americano, comprou a organização do esporte. A Liberty gerencia os aspectos comerciais, como patrocínios e direitos de transmissão, distribuindo parte da receita para as equipes. A FIA, por sua vez, cuida da parte esportiva e das regras.
Um dos principais impulsionadores desse crescimento foi o reality show 'Drive to Survive', da Netflix, que renovou o público da categoria. A proporção de fãs acompanhando a F1 há menos de cinco anos saltou de 12% para 27%, e a participação feminina aumentou de 12% para 25%. Isso contribuiu para a expansão da F1 nos Estados Unidos, com três corridas no país.
Teto de Gastos e Sustentabilidade Financeira
Em 2021, a Liberty Media, em conjunto com a FIA, implementou um teto de gastos de US$ 215 milhões por ano para as equipes, com exceções para salários de pilotos de ponta e despesas de marketing. Essa medida visa tornar o esporte mais sustentável financeiramente, evitando que equipes que não conseguem gastar tanto fiquem para trás.
Apesar do teto, a lucratividade ainda é rara entre as equipes. Fora a Mercedes (com US$ 168 milhões de lucro em 2025), a Red Bull obteve o segundo maior lucro, com US$ 24 milhões. A Alpine lucrou US$ 10 milhões, enquanto Williams e Aston Martin registraram prejuízos significativos. No entanto, equipes como a Williams apresentaram um aumento expressivo de receita (35%), indicando progresso geral.
A McLaren, apesar de um prejuízo de US$ 23 milhões em 2025, registrou uma receita de US$ 788 milhões, com o prejuízo atribuído a pagamentos de bônus. Em 2026, a disputa pelo mundial de equipes segue aberta, com a Mercedes já garantindo o título de pilotos com Kimi Antonelli.
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