Totens de Vigilância: A Nova Fronteira da Segurança Privada e o Caos Regulatório no Brasil

Destaques
- •Mercado de segurança eletrônica faturou R$ 16 bilhões em 2025, com alta de 16% em um ano.
- •Empresas como CoSecurity e Gabriel expandem o uso de totens com câmeras em áreas públicas e privadas.
- •Falta de regulamentação clara sobre vigilância biométrica em espaços públicos gera debate sobre privacidade e eficácia.
Os totens de metal com câmeras embutidas, antes restritos a condomínios de luxo, agora dominam as calçadas de bairros ricos em São Paulo e Rio de Janeiro, e se espalham por outras capitais. O mercado de segurança eletrônica, que gerou R$ 16 bilhões em 2025, viu um crescimento explosivo de 16% em um ano, impulsionado pela promessa de inibir crimes.
Essa expansão privada levanta um debate crucial: como regular um negócio que utiliza tecnologia de vigilância biométrica e inteligência artificial em espaço público, sem um marco regulatório específico e com evidências ainda incipientes sobre sua eficácia real na redução da criminalidade.
A falta de clareza jurídica, com a LGPD excluindo a segurança pública de suas regras, e a integração de sistemas privados com programas públicos como o Smart Sampa criam um cenário complexo.
Apesar de empresas como CoSecurity e Gabriel oferecerem soluções com promessas de redução de crimes, estudos independentes, como o do CESeC sobre o Smart Sampa, não encontraram redução estatisticamente significativa nos índices criminais. O debate sobre a real efetividade e os limites da vigilância privada em áreas públicas está apenas começando. 📉




