Vida & SaúdeRelevância BR: 9/10

Tortura no Maranhão ofuscada: Bolsonaristas se indignam com Ypê, mas ignoram violência contra grávida

23 de maio de 2026
Tortura no Maranhão ofuscada: Bolsonaristas se indignam com Ypê, mas ignoram violência contra grávida

Destaques

  • Empresária maranhense tortura empregada doméstica grávida e filma agressões.
  • Reação bolsonarista nas redes foca em produtos Ypê contaminados, ignorando crime brutal.
  • Caso BRF: Trabalhadora tem gêmeas na porta da fábrica e morre, com condenação de R$150 mil.

Enquanto o Brasil se chocava com a notícia da Anvisa proibindo lote de produtos Ypê por contaminação bacteriana, um crime hediondo ocorria em paralelo: a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos torturava brutalmente uma jovem de 19 anos, grávida de 5 meses, que trabalhava como sua empregada doméstica.

A brutalidade chocou, com áudios da torturadora detalhando tapas, murros e até ameaças com arma de fogo contra a vítima, Samara, e seu bebê. O caso, que envolveu até a participação de um policial militar, parece ter sido amplamente ignorado por grupos que rapidamente se mobilizaram em defesa da marca Ypê, em um movimento que a reportagem aponta como característico do bolsonarismo.

A discrepância na comoção pública levanta questões sobre a seletividade da indignação e a naturalização do sofrimento de mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente negras e trabalhadoras. A reportagem também traz à tona o caso de uma trabalhadora da BRF que perdeu suas filhas gêmeas ao dar à luz na porta da fábrica, um drama igualmente ofuscado.

Fontes

https://theintercept.com/brasil/feed/?lang=pt

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Notícias Relacionadas