Tortura no Maranhão ofuscada: Bolsonaristas se indignam com Ypê, mas ignoram violência contra grávida

Destaques
- •Empresária maranhense tortura empregada doméstica grávida e filma agressões.
- •Reação bolsonarista nas redes foca em produtos Ypê contaminados, ignorando crime brutal.
- •Caso BRF: Trabalhadora tem gêmeas na porta da fábrica e morre, com condenação de R$150 mil.
Enquanto o Brasil se chocava com a notícia da Anvisa proibindo lote de produtos Ypê por contaminação bacteriana, um crime hediondo ocorria em paralelo: a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos torturava brutalmente uma jovem de 19 anos, grávida de 5 meses, que trabalhava como sua empregada doméstica.
A brutalidade chocou, com áudios da torturadora detalhando tapas, murros e até ameaças com arma de fogo contra a vítima, Samara, e seu bebê. O caso, que envolveu até a participação de um policial militar, parece ter sido amplamente ignorado por grupos que rapidamente se mobilizaram em defesa da marca Ypê, em um movimento que a reportagem aponta como característico do bolsonarismo.
A discrepância na comoção pública levanta questões sobre a seletividade da indignação e a naturalização do sofrimento de mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente negras e trabalhadoras. A reportagem também traz à tona o caso de uma trabalhadora da BRF que perdeu suas filhas gêmeas ao dar à luz na porta da fábrica, um drama igualmente ofuscado.




