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TJ-MG absolve estuprador de vulnerável: OAB repudia e CNJ abre investigação

22 de fevereiro de 2026
TJ-MG absolve estuprador de vulnerável: OAB repudia e CNJ abre investigação

Destaques

  • OAB repudia decisão do TJ-MG que absolveu homem acusado de estupro de vulnerável contra menina de 12 anos.
  • TJ-MG baseou a absolvição em 'vínculo afetivo consensual' e 'formação de família', desconsiderando súmula do STJ.
  • CNJ determinou abertura de Pedido de Providências para analisar a decisão do tribunal mineiro.

O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. A decisão, por maioria de votos, considerou a existência de um vínculo afetivo consensual e relação análoga ao matrimônio.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) repudiou veementemente a absolvição, citando o Código Penal que estabelece que qualquer relação sexual com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável, sem admitir consentimento.

A entidade criticou a decisão em suas redes sociais, afirmando que ela “desloca o centro de proteção, tenta normalizar o que o direito proíbe”. A secretária-geral da OAB, Rose Morais, enfatizou que “criança não é esposa, criança é vítima”.

Em resposta à repercussão, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou a abertura de um Pedido de Providências para analisar a decisão do TJ-MG.

A tese do TJ-MG permitiu afastar a presunção de violência em casos de estupro de vulnerável, quando comprovada a relação consensual, estável e com apoio familiar, resultando na formação de núcleo familiar. O caso gerou críticas inclusive da primeira-dama, Janja da Silva. 📉

Fontes

https://www.poder360.com.br/feed/

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