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Tifanny é impedida de jogar vôlei feminino após decisão da Justiça Desportiva

02 de novembro de 2026
Tifanny é impedida de jogar vôlei feminino após decisão da Justiça Desportiva

Destaques

  • •Atleta transexual Tifanny Abreu tem liminar que a permitia jogar cassada pela Justiça Desportiva.
  • •A decisão impede sua participação na Superliga Feminina e outras competições organizadas pela CBV.
  • •A atleta manifestou sua disposição em continuar lutando para retornar às quadras.

A atleta Tifanny, oposta do Osasco, se manifestou publicamente pela primeira vez após a Justiça Desportiva vetar a liminar que a permitia jogar competições nacionais de vôlei. A decisão, divulgada em 23 de outubro, impede a participação da jogadora na Superliga Feminina de Vôlei e em outras competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

A jogadora, que tem 41 anos e é multicampeã pelo Osasco, foi a primeira atleta transexual a atuar no vôlei feminino brasileiro. Antes do veto, Tifanny havia atuado na Supercopa e na primeira rodada da Superliga, após obter uma liminar na justiça comum.

Entenda a proibição

Em agosto, a CBV adotou a Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI). Essa política restringe a elegibilidade na categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.

A regra, criada em março de 2026, já havia sido implementada pelo COI, pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). A medida entrou em vigor a partir de agosto e se aplica a diversas competições da CBV, como Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026 e Copa Brasil 2027.

Posicionamento da CBV e da atleta

A CBV emitiu uma nota afirmando que cumpriu integralmente a decisão anterior e que seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva. A entidade reforçou que a política de proteção à categoria feminina está alinhada com as diretrizes internacionais.

Em sua publicação, Tifanny ressaltou sua disposição em continuar lutando para retornar às quadras, apesar da impossibilidade jurídica atual. “Em novembro, carregarei comigo a coragem de resistir, a dignidade de existir e o amor por uma profissão que escolhi exercer com verdade, respeito e carinho”, escreveu a atleta. Ela concluiu afirmando que continua existindo, resistindo e acreditando.

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