Tifanny banida do vôlei? Gabi e Sheilla defendem atleta trans
Destaques
- •CBV adota nova regra para atletas trans no vôlei, exigindo teste genético.
- •Gabi Guimarães e Sheilla Castro se manifestam em apoio a Tifanny.
- •Atletas criticam a forma como a mudança foi comunicada e o impacto humano.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma nova política que impacta diretamente atletas trans, exigindo um teste genético para comprovar a elegibilidade na categoria feminina. A medida, que entra em vigor a partir da temporada 2026/27, gerou polêmica.
A decisão da CBV, alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), exige que jogadoras apresentem um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. A atleta Tifanny Abreu, que já disputa a elite do vôlei brasileiro há 10 anos, expressou profunda tristeza, sentindo que sua carreira e seu trabalho estão sendo ameaçados.
Em resposta, a capitã da seleção brasileira, Gabi Guimarães, e a bicampeã olímpica Sheilla Castro saíram em defesa de Tifanny. Elas criticaram a forma como a mudança foi comunicada, sem consideração pelo impacto humano na atleta, e ressaltaram a importância de olhar para a pessoa e não apenas para as regras.
A polêmica levanta o debate sobre inclusão e respeito no esporte, questionando se o foco deve ser em regras ou no bem-estar e na história dos atletas. A manifestação de Gabi e Sheilla reforça o pedido para que a sociedade e as entidades esportivas considerem a dignidade humana acima de tudo.


