Tifanny Abreu pode se despedir do vôlei após título paulista

Destaques
- •Tifanny Abreu conquistou o Campeonato Paulista com o Osasco em possível último jogo profissional.
- •A CBV mudou a política de elegibilidade, impedindo a participação de mulheres transgênero em competições nacionais.
- •Tifanny cogita recorrer à Justiça para disputar a Superliga.
Em um momento de misto de emoções, a oposta Tifanny Abreu, de 41 anos, pode ter se despedido das quadras após liderar o Osasco na conquista do 19º título do Campeonato Paulista de Vôlei Feminino. A vitória veio contra o Sesi-Bauru, em um jogo que marcou também o local de sua possível estreia profissional.
A atleta, que é a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei brasileiro, expressou o desejo de ainda disputar a Superliga antes de se aposentar. No entanto, sua continuidade no esporte foi afetada pela recente mudança na política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
A nova regra, alinhada com o Comitê Olímpico Internacional (COI), exige que jogadoras apresentem teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. Sem comprovar a elegibilidade, a participação em competições nacionais fica impedida.
A decisão da CBV gerou apoio a Tifanny de diversas jogadoras e figuras do vôlei, mas a entidade mantém sua posição, afirmando que não haverá diálogo sobre o tema. A atleta cogita recorrer à Justiça para garantir seu direito de jogar.


