Tesla: O braço de baterias que salvava o negócio de carros começa a dar sinais de cansaço?

Destaques
- •O segmento de baterias da Tesla, que vinha compensando a queda nas vendas de carros elétricos, registrou uma queda inesperada nas instalações no primeiro trimestre.
- •Apesar da queda trimestral, analistas veem potencial de crescimento a longo prazo, com novos produtos como o Megapack 3 e a demanda crescente de data centers.
- •A Tesla detém cerca de 40% do mercado de armazenamento de energia na América do Norte, mas enfrenta concorrência chinesa e desafios com tarifas de importação.
Por anos, o negócio de baterias da Tesla funcionou como um salva-vidas, impulsionando receitas enquanto as vendas de carros elétricos patinavam. Agora, essa fonte silenciosa de ganhos está sob escrutínio.
Os sistemas Megapacks e Powerwalls, essenciais para indústrias e residências, viram suas instalações totais crescerem mais de 358% entre 2021 e 2024. Em contraste, a receita de veículos elétricos caiu de US$ 82,4 bilhões em 2023 para US$ 69,5 bilhões no ano passado.
Mas o otimismo foi testado.
No primeiro trimestre, a Tesla registrou uma queda inesperada de 15% nas instalações de baterias. Analistas aguardam explicações, mas apontam para a volatilidade natural do setor e pressões políticas em Washington como possíveis causas. A expectativa é que a queda seja pontual, mas o mercado ficará atento aos próximos resultados.
Apesar do tropeço, o futuro das baterias da Tesla ainda é visto com potencial. O lançamento do Megapack 3 e a crescente demanda de data centers (incluindo os da xAI, de Elon Musk) prometem manter o setor aquecido. O mercado global de armazenamento de energia, que a Tesla lidera na América do Norte com cerca de 40%, deve crescer oito vezes até 2035 💰.




