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Teoria decolonial: entre o marxismo e a crítica ao eurocentrismo

07 de junho de 2026
Teoria decolonial: entre o marxismo e a crítica ao eurocentrismo

Destaques

  • A colonialidade do poder é a manutenção dos mecanismos de exploração e dominação, mesmo após a independência formal dos países latino-americanos.
  • A teoria decolonial não é antimarxista, mas sim uma releitura crítica do marxismo a partir da realidade latino-americana.
  • A superação da colonialidade exige uma transformação social radical, não apenas reformas curriculares ou simbólicas.

A discussão sobre colonialidade ganha força em debates acadêmicos e políticos, mas corre o risco de ser mal interpretada, separando o joio do trigo. A teoria, que busca compreender a América Latina em sua complexidade, aborda temas como classe, raça, território e dependência como partes interligadas de uma mesma formação.

A colonialidade do poder, conceito desenvolvido por Aníbal Quijano, descreve a persistência das estruturas de dominação e exploração herdadas do colonialismo, mesmo após a independência. Longe de ser antimarxista, a teoria se baseia em uma genealogia crítica latino-americana, incorporando e adaptando pensadores como Mariátegui e Wallerstein, além de dialogar com Fanon e Dussel.

A decolonialidade, por sua vez, é vista como uma aspiração, um horizonte utópico que exigiria uma transformação social profunda, uma verdadeira revolução, para superar as estruturas coloniais. A crítica se volta também para intelectuais que, segundo o autor, se distanciam da realidade latino-americana, promovendo debates que acabam por enfraquecer o anti-imperialismo, como visto em posicionamentos sobre a Venezuela.

É fundamental não confundir a teoria com o uso que dela se faz. A decolonialidade, quando levada a sério, implica um posicionamento anti-imperialista inegociável, um enfrentamento direto às estruturas de poder que perpetuam a dominação global.

Fontes

https://operamundi.uol.com.br/feed/

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