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TCU aponta falhas em cotas para mulheres vítimas de violência em contratos públicos

25 de fevereiro de 2026
TCU aponta falhas em cotas para mulheres vítimas de violência em contratos públicos

Destaques

  • A política de reserva de vagas para mulheres vítimas de violência em contratos terceirizados da administração pública federal apresenta falhas estruturais, segundo o TCU.
  • Apenas 74 mulheres foram contratadas, o que representa 7,3% das vagas identificadas, abaixo do potencial.
  • O TCU recomenda metas claras, indicadores de desempenho e revisão do decreto regulamentador para garantir a efetividade da política social.

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu um puxão de orelha na política de cotas para mulheres vítimas de violência em contratos terceirizados do governo federal.

A ideia era reservar 8% das vagas em contratos com mais de 25 postos para essas mulheres, mas a execução ficou bem abaixo do esperado. Até junho de 2025, apenas 74 mulheres foram contratadas, representando 7,3% das vagas identificadas.

O problema é que a política foi pensada mais como um cumprimento administrativo do que uma ação social integrada, com falta de metas claras e indicadores de desempenho.

Para piorar, há barreiras operacionais como convenções coletivas que obrigam a absorção de funcionários antigos e dificuldade dos estados em identificar e encaminhar as candidatas.

O TCU determinou que os ministérios envolvidos estabeleçam metas e indicadores, revisem o decreto para definir responsabilidades e integrem a política a programas de qualificação profissional.

Apesar de legítima, a iniciativa precisa de ajustes para que o poder de compra do Estado realmente promova autonomia para essas mulheres, e não apenas cumpra regras no papel. 📉

Fontes

https://agenciabrasil.ebc.com.br/rss/ultimasnoticias/feed.xmlhttps://www.poder360.com.br/feed/

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