SUS passa a oferecer nove novos medicamentos contra o câncer

Destaques
- •Ministério da Saúde anuncia a oferta de nove medicamentos oncológicos no SUS, muitos aguardados há mais de uma década.
- •A medida, que integra a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), visa ampliar o acesso a tratamentos de alta tecnologia.
- •Expansão para 23 novos fármacos oncológicos é prevista até o fim do ano, com investimento anual de R$ 4 bilhões.
O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (20/10), o início da oferta de nove medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição, que começa nesta semana em 20 centros de tratamento em 17 estados, visa garantir o acesso a tratamentos de alta tecnologia que, em muitos casos, eram aguardados há mais de uma década por estarem incorporados ao SUS, mas sem efetiva oferta nos serviços. A expectativa é que até o fim do ano a oferta seja ampliada para 23 novos fármacos oncológicos, representando um aumento de 35% nas alternativas disponíveis na rede pública.
A iniciativa integra a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), criada para organizar a compra e a distribuição de medicamentos contra o câncer no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, a medida beneficiará mais de 116 mil pacientes e contempla 13 indicações terapêuticas para diversos tipos de câncer, como mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e leucemia. O investimento anual estimado para a aquisição dos nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões, com um investimento total previsto de R$ 4 bilhões para os 23 fármacos.
Medicamentos e suas indicações
A lista de medicamentos anunciados inclui tratamentos para diferentes tipos de câncer, com a escolha dependendo do tumor, estágio da doença e perfil do paciente. Entre os medicamentos e suas indicações estão:
- Trastuzumabe: câncer de estômago ou junção esofagogástrica.
- Abemaciclibe: determinados tipos de câncer de mama.
- Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos.
- Rituximabe: leucemia linfocítica crônica e determinados linfomas.
- Abiraterona: determinadas situações do câncer de próstata.
- Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células.
- Alfatirotropina: câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo.
- Sunitinibe: câncer renal metastático e determinados tumores gastrointestinais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a ampliação e qualificação da rede de câncer no país com o que há de mais moderno e avançado representa uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados no tempo certo.
Expansão e investimento
A distribuição dos novos medicamentos teve início em 20 centros de tratamento em 17 estados e no Distrito Federal, com previsão de expansão para toda a rede pública até o fim do ano. Para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, o Ministério da Saúde assumiu a compra e negociação direta de 10 fármacos, articulou a realização de uma ata de preço para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove, e ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS para os quatro restantes. O impacto anual total será de R$ 4 bilhões.



