SUS: 36 anos de revolução na saúde brasileira, mas com desafios persistentes

Destaques
- •O SUS, criado em 1988, democratizou o acesso à saúde no Brasil, antes restrito a quem tinha carteira assinada.
- •Avanços notáveis incluem queda na mortalidade infantil, expansão da vacinação e programas como transplantes e tratamento de HIV.
- •Desafios como subfinanciamento, filas, desigualdade regional e interferência política ainda afetam a qualidade e o acesso aos serviços.
Há 36 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) nasceu para ser uma revolução na saúde brasileira, garantindo que o acesso à assistência médica fosse um direito de todos, e não um privilégio. Antes, apenas quem contribuía para a Previdência tinha direito a atendimento.
Em pouco mais de três décadas, o SUS se tornou um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, com avanços impressionantes. A mortalidade infantil despencou cerca de 74% desde 1990, e programas como o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o de transplantes (um dos maiores globais) são exemplos de sucesso.
No entanto, a jornada ainda é longa. Especialistas apontam gargalos como a falta de profissionais em certas regiões, desigualdades no atendimento e problemas de infraestrutura. O subfinanciamento crônico, com um orçamento per capita muito inferior ao de sistemas como o NHS do Reino Unido, e a destinação de recursos via emendas parlamentares também pesam.
Apesar dos percalços, o SUS continua sendo um pilar fundamental para a saúde de milhões de brasileiros, inspirando outros países com seu modelo de atenção primária e participação social. 🇧🇷


