Suprema Corte de Israel nega recurso para médico palestino detido há 500 dias

Destaques
- •Médico palestino Hussam Abu Safia detido há mais de 500 dias sem acusação formal.
- •Suprema Corte de Israel baseou decisão em "materiais confidenciais" inacessíveis à defesa.
- •Organizações de direitos humanos e apoio brasileiro criticam a decisão e pedem intervenção internacional.
A Suprema Corte de Israel bateu o martelo e negou o recurso em favor do médico palestino Hussam Abu Safia, que segue detido há mais de 500 dias. A situação é crítica: ele está preso sob a Lei de Combatentes Ilegais, mas sem uma acusação formal sequer ter sido apresentada.
O médico foi detido em dezembro de 2024 por desobedecer ordens de evacuar o Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, onde ele e outros funcionários optaram por permanecer para atender pacientes. A decisão da Corte, que considerou "materiais confidenciais" inacessíveis à defesa, gerou forte reação.
A detenção por tempo indeterminado e em condições abusivas, incluindo falta de atendimento médico, tem sido alvo de críticas de organizações como a Médicos pelos Direitos Humanos de Israel e o Centro Palestino para a Defesa dos Prisioneiros.
A pressão internacional e o apoio de entidades brasileiras como a CUT e personalidades como o jornalista Breno Altman e o senador Humberto Costa pedem urgência na intervenção de órgãos como a Cruz Vermelha e a OMS para acabar com essa detenção ilegal.




