Suíça dá um afago no UBS e eleva exigências de capital em US$ 20 bi

Destaques
- •Suíça alivia regras de capital para o UBS, permitindo contabilizar ativos fiscais diferidos.
- •Novas exigências de capital podem chegar a US$ 20 bilhões para o banco.
- •O UBS ainda enfrenta um caminho longo para a aprovação final das reformas regulatórias.
A Suíça surpreendeu ao detalhar planos que podem adicionar cerca de US$ 20 bilhões às necessidades de capital do UBS, mas com algumas concessões inesperadas.
As autoridades vão permitir que o banco contabilize ativos fiscais diferidos como capital regulatório e faça a amortização de software em três anos, a partir de 2029. Essas medidas, que constam em um decreto, contrastam com um pacote legislativo mais rigoroso sobre o lastro de capital de subsidiárias estrangeiras.
O governo tenta equilibrar a necessidade de reforçar os colchões de capital contra futuras crises, como a que derrubou o Credit Suisse, com a competitividade global do UBS.
O processo legislativo ainda deve durar pelo menos até o ano que vem, com espaço para lobby e alterações. A Suíça sinalizou que, se o Parlamento enfraquecer as regras para subsidiárias no exterior, o compromisso sobre os créditos fiscais diferidos poderá ser revisto.
Apesar das concessões, o UBS ainda enfrenta um caminho desafiador para a definição final das mudanças, que visam garantir a estabilidade do banco a longo prazo, mesmo que isso limite o crescimento internacional e a remuneração a acionistas no curto prazo. 🏦




