Street Fighter: Terceira tentativa da Capcom acerta em cheio nos cinemas

Destaques
- •Adaptação de Street Fighter abraça a galhofa e homenageia o sucesso de SF2.
- •Atuações de Noah Centineo, Andrew Koji e Callina Liang são elogiadas.
- •Filme encerra de forma inconclusiva, indicando uma sequência.
A terceira tentativa da Capcom de emplacar a franquia Street Fighter nas telonas finalmente acerta. Após dois fracassos históricos, o novo longa-metragem, dirigido por Kitao Sakurai, abraça a galhofa e homenageia o sucesso de Street Fighter II, conquistando fãs e novos espectadores.
Ambientado em 1993, o filme traz de volta personagens icônicos como Ryu, Ken e Chun-li, com atuações elogiadas de Noah Centineo, Andrew Koji e Callina Liang. As coreografias de luta e os efeitos especiais funcionam bem, mas o grande diferencial é o enredo, que respeita o cânone e o bom humor dos games.
Apesar de não ser focado em drama, o filme apresenta profundidade ao explorar as motivações dos personagens, como a solidão de Ken e a agressividade contida de Ryu. A representação de M. Bison por David Dastmalchian é direta, mas sua ambição por poder é um ponto a ser explorado.
O uso de flashbacks em animação, remetendo ao desenho dos anos 1990, é um acerto. Contudo, o longa encerra de forma inconclusiva, com pontas soltas que indicam uma sequência, o que pode prejudicar o ritmo para alguns espectadores.
Para fãs da série, o filme é obrigatório por respeitar o material original. Comparado a Mortal Kombat 2, Street Fighter leva a melhor, mostrando que é possível adaptar uma franquia com fidelidade e ótima apresentação, entrando para o hall de melhores adaptações do ano.


