STJ julgará afastamento de ministro acusado de assédio
Destaques
- •Ministro Marco Buzzi, do STJ, enfrenta processo administrativo que pode levar ao afastamento definitivo.
- •Acusações incluem importunação sexual por uma jovem em Santa Catarina e assédio por ex-funcionária de gabinete.
- •Defesa alega contradições nos depoimentos e aponta inconsistências nas provas apresentadas pela acusação.
O ministro afastado do STJ, Marco Buzzi, está na mira do plenário da Corte. Na próxima quinta-feira (6), o tribunal julgará um processo administrativo que pode decretar seu afastamento definitivo do cargo, após denúncias de assédio e importunação sexual.
As acusações são sérias: uma jovem alega ter sido vítima de importunação sexual em Balneário Camboriú, e uma ex-funcionária de gabinete relata episódios de assédio sexual enquanto trabalhava para Buzzi. Em paralelo, ele também é alvo de inquéritos criminais no STF por esses mesmos fatos e por suposto envolvimento em esquema de venda de sentenças.
A defesa, liderada pela advogada Maria Fernanda Saad Ávila, contesta veementemente as denúncias, apontando contradições nos depoimentos e inconsistências nas provas. A estratégia é descredibilizar as testemunhas e mostrar que os fatos relatados são impossíveis ou não ocorreram como descrito.
A defesa argumenta, por exemplo, que um laudo médico sobre disfunção erétil comprova a impossibilidade de certos atos descritos. Além disso, registros de ponto e câmeras de segurança são usados para demonstrar que as testemunhas de acusação teriam mentido sobre horários e situações. O caso promete agitar os corredores do STJ.




