Stablecoins: A ilusão do volume real

Destaques
- •Apenas 26% do volume negociado em stablecoins representa transações reais entre usuários.
- •A maior parte do volume está ligada a operações internas de DeFi e provisão de liquidez.
- •O estudo da Crystal Intelligence revela a desconexão entre oferta e utilização prática.
O mercado de criptomoedas celebra as stablecoins como protagonistas da estabilidade e de pagamentos, com gigantes como Visa e Mastercard apostando nelas. Mas nem tudo é o que parece.
Um estudo da Crystal Intelligence jogou um balde de água fria: apenas 26% dos US$ 2,14 trilhões movimentados em 27 stablecoins foram, de fato, transferências reais de dinheiro. O grosso do volume, mais de 70%, esconde operações internas de ecossistemas como DeFi e provisão de liquidez.
A disparidade é gritante. O USDC, por exemplo, movimentou US$ 1,79 trilhão, mas apenas US$ 109,8 bilhões foram uso genuíno. O líder USDT teve US$ 156,6 bilhões em transações autênticas, o maior volume real.
A desconexão entre o crescimento da oferta e a utilização prática se agrava.
Isso é crucial porque instituições financeiras e reguladores olham para as stablecoins como infraestrutura de pagamento. Nos EUA, o projeto Clarity Act já debate regulação específica. No Brasil, elas foram enquadradas nas regras de câmbio, mas o debate sobre IOF continua. O cenário levanta a questão: estamos construindo um castelo de cartas no mundo cripto? 📉




