Soja EUA em queda na China: Brasil e Argentina levam a melhor

Destaques
- •Importações de soja dos EUA pela China despencam 83,7% nos primeiros dois meses de 2026.
- •Brasil e Argentina se beneficiam, com aumento de 82,7% e 3,27 milhões de toneladas, respectivamente.
- •Tensões comerciais e tarifas ainda impactam a demanda americana, enquanto compradores buscam alternativas.
A China, maior importadora de soja do mundo, viu suas compras da soja americana despencarem 83,7% nos dois primeiros meses de 2026. A maioria das remessas, impactadas por uma trégua comercial tardia, ainda não chegou ao país.
Em contrapartida, as importações brasileiras de soja dispararam 82,7% no mesmo período, totalizando 6,56 milhões de toneladas. A Argentina também se destacou, com um salto para 3,27 milhões de toneladas, impulsionada pela eliminação temporária de impostos de exportação.
Ainda assim, o ritmo de chegada pode diminuir devido a controles fitossanitários mais rigorosos no Brasil e ao prolongado desembaraço alfandegário chinês.
O governo brasileiro já se movimenta para negociar esses requisitos, buscando manter o fluxo de exportações.
O cenário é um reflexo direto das tensões comerciais, que continuam a remodelar o fluxo global de commodities agrícolas 📉.




