Setor produtivo se une contra volta da isenção para e-commerces estrangeiros

Destaques
- •Mais de 50 entidades alertam contra a retomada da isenção de impostos para plataformas estrangeiras.
- •Medida pode causar perda de empregos, queda de investimentos e redução na arrecadação pública, segundo setor produtivo.
- •Tributação de 2023 corrigiu distorção histórica e equilibrou concorrência com empresas nacionais.
O setor produtivo brasileiro não quer nem ouvir falar em isenção de impostos para plataformas de e-commerce estrangeiras. Mais de 50 entidades, incluindo indústria, comércio e trabalhadores, assinaram um manifesto contra qualquer tentativa de reverter a tributação que entrou em vigor em 2023.
A argumentação é forte: a volta da isenção significaria um retrocesso, com potencial para perda de empregos, queda de investimentos e um baita prejuízo na arrecadação pública, que já foi impulsionada em até R$ 42 bilhões por ano com a tributação atual.
A ideia é que a medida de 2023 já tinha corrigido uma distorção histórica, permitindo uma concorrência mais justa entre empresas brasileiras e gigantes estrangeiras. Além disso, o setor alega que a tributação não prejudicou o consumidor e ainda impulsionou a criação de mais de 1,4 milhão de empregos.
O movimento brasileiro segue uma tendência global, com países como EUA, União Europeia e Turquia já ajustando suas políticas para equilibrar o comércio digital. A mensagem é clara: o Brasil não vai dar passo atrás nessa agenda de isonomia tributária.




