Senado SP ignora redes sociais no combate à violência contra a mulher
Destaques
- •Nenhum dos 9 candidatos mais bem colocados em SP abordou a regulação de redes sociais.
- •Especialistas apontam que a falta de controle em plataformas alimenta o discurso de ódio e a radicalização misógina.
- •Medidas de prevenção e conscientização são vistas como cruciais, mas deixadas de lado pelos políticos.
Em plena ascensão de conteúdos misóginos e radicalização online, 9 candidatos ao Senado por São Paulo, os mais bem colocados em pesquisa Datafolha, apresentaram suas propostas para combater a violência contra a mulher. Surpreendentemente, nenhum deles incluiu a regulação de redes sociais como parte de suas estratégias.
Enquanto as propostas focam em punição e endurecimento de penas, especialistas alertam que a prevenção é fundamental. A falta de controle em plataformas como YouTube e TikTok, que lucram com algoritmos que entregam discurso de ódio, contribui para a normalização da misoginia e a radicalização de comportamentos violentos.
A questão é que, sem uma política séria de regulação, a violência tende a continuar. A ausência dessa discussão no plano de governo dos principais candidatos levanta um ponto de interrogação sobre a efetividade das medidas propostas para a proteção das mulheres.



