Saúde mental: especialista defende "fazer menos" para bem-estar

Destaques
- •A busca por "excelência" em hábitos saudáveis pode levar a excessos difíceis de sustentar.
- •Pesquisas indicam que tendemos a adicionar atividades em vez de remover, mesmo em saúde mental.
- •O que acompanhar a seguir: a reflexão sobre prioridades e a importância de "fazer menos" para o bem-estar.
A busca por uma vida saudável muitas vezes nos leva a adicionar mais atividades, como exercícios e meditação, em vez de avaliar o que pode ser reduzido. O especialista Dr. Arthur Guerra, professor da USP, compartilha sua experiência ao rever a própria rotina, focando no que realmente importa para sua idade, como treinar o VO2 máximo e fazer musculação, em vez de manter uma agenda sobrecarregada de atividades físicas.
Pesquisas recentes, como um estudo publicado na revista Nature, indicam que temos uma tendência natural a buscar soluções que acrescentam algo, ignorando as que retiram. Essa inclinação se acentua quando estamos mentalmente sobrecarregados, criando um círculo vicioso onde o excesso de tarefas, mesmo as prazerosas, dificulta a percepção da necessidade de parar ou reduzir.
A cultura atual valoriza o "fazer", transformando o autocuidado em mais uma obrigação. Guerra sugere que, assim como aprendemos a incorporar bons hábitos para a saúde mental, também podemos aprender que, em certas circunstâncias, preservar o bem-estar significa simplesmente fazer menos, priorizando o descanso e o convívio.