Sanções dos EUA contra o Irã viram bumerangue, dizem iranianos
Destaques
- •Irã afirma que sanções americanas prejudicam a própria economia dos EUA.
- •Apesar da retórica, Teerã alega que Washington demonstra desespero.
- •O país persa declara que possui planos para contornar os efeitos econômicos das sanções.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, jogou um balde de água fria nas sanções anunciadas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a ofensiva econômica, prometida como a mais devastadora, já está se tornando um bumerangue contra a própria economia americana, que acumula uma dívida nacional histórica.
Ainda na linha de frente, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apontou que a mudança de discurso da Casa Branca, abandonando ameaças militares para focar em estratégias repetidas, demonstra desespero. Ele relembrou sanções passadas, desde Obama até a "máxima pressão" de Trump, afirmando que todas falharam.
O porta-voz da Guarda da Revolução Islâmica, general Hossein Mohebbi, reforçou a ideia de derrota, classificando a nova ameaça como uma admissão implícita. Ele garantiu que o Irã tem cenários para conter os efeitos adversos e mantém relações econômicas com outros países, contornando a pressão americana.
A retórica iraniana surge após Donald Trump anunciar, na semana passada, a "operação econômica mais devastadora" contra o Irã, com o objetivo de bloquear todo o financiamento e submetê-lo a um "isolamento sem precedentes", ameaçando também represálias contra quem ajudasse o país persa.




