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Saara Ocidental: A Contradição na Política Externa Brasileira

02 de junho de 2026
Saara Ocidental: A Contradição na Política Externa Brasileira

Destaques

  • Brasil reconheceu a Palestina e apoiou Timor-Leste, mas se recusa a reconhecer a República Árabe Saaraui Democrática (RASD).
  • O Saara Ocidental é considerado a última colônia da África, com descolonização inconclusa segundo a ONU.
  • A decisão brasileira parece subordinada a 'entendimentos diplomáticos' e cálculos estratégicos, contrariando o princípio constitucional da autodeterminação dos povos.

O Brasil, conhecido por defender a autodeterminação dos povos e o multilateralismo, reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em 2010 e apoiou a independência de Timor-Leste.

No entanto, uma questão persiste: por que o país se recusa a reconhecer a República Árabe Saaraui Democrática (RASD), referente ao Saara Ocidental, território listado pela ONU como Não Autônomo e cuja descolonização está inconclusa.

A resposta parece estar em entendimentos diplomáticos passados, como o apoio marroquino à candidatura brasileira para um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o que teria levado o Brasil a subordinar um direito internacionalmente reconhecido a cálculos estratégicos.

Essa seletividade enfraquece a credibilidade brasileira, pois o princípio da autodeterminação torna-se condicionado a conveniências geopolíticas, em vez de ser um valor universal. A neutralidade diante da ocupação marroquina no Saara Ocidental acaba acomodando o status quo.

Reconhecer a RASD reafirmaria o compromisso constitucional brasileiro com a autodeterminação, um direito que, segundo a Constituição Federal, nenhum povo pode ser privado indefinidamente. Chegou a hora de o Brasil responder com coerência e concluir esse percurso histórico 🌍.

Fontes

https://operamundi.uol.com.br/feed/

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