Rússia realiza primeiro transplante de medula espinhal em humano

Destaques
- •Equipe médica russa afirma ter realizado o primeiro transplante de medula espinhal em um ser humano.
- •O procedimento substituiu a região danificada da medula de um paciente adulto por um segmento de um doador falecido.
- •A cirurgia, que durou 12 horas, utilizou técnicas de microcirurgia e uma 'cola biológica' (PEG), mas ainda não há comprovação de recuperação de funções.
Uma equipe médica na Rússia afirma ter realizado o primeiro transplante de medula espinhal em um ser humano. A cirurgia experimental ocorreu em Moscou em um paciente adulto que sofreu uma lesão medular completa há três anos. O procedimento buscou substituir a parte danificada da medula espinhal por um segmento de um doador com morte encefálica.
A intervenção foi relatada pelo cirurgião Xiaoping Ren à revista New Scientist. Segundo o relato, a operação durou aproximadamente 12 horas e foi realizada no Instituto de Pesquisa de Medicina de Emergência Sklifosovsky. O paciente havia sofrido a lesão após um trauma externo, mas sua identidade e a localização exata do dano não foram divulgadas.
Como foi realizado o transplante
O cirurgião explicou que a equipe retirou o trecho lesionado da medula espinhal do paciente. Em seguida, o segmento danificado foi substituído por um tecido retirado de um doador em estado de morte encefálica. Para tentar reconectar as extremidades da medula, foram empregadas técnicas de microcirurgia e o uso de polietilenoglicol (PEG), uma substância que funciona como uma espécie de cola biológica.
A medula espinhal é crucial para a transmissão de sinais nervosos entre o cérebro e o corpo. Lesões graves podem interromper essa comunicação, levando à paralisia e perda de sensibilidade. O objetivo do transplante é restabelecer essa conexão, permitindo a passagem dos sinais nervosos.
Etapas e resultados preliminares
O procedimento envolveu três etapas principais: a remoção da região danificada, a colocação do tecido doado e a tentativa de conexão entre as partes usando PEG e microcirurgia. Ren afirmou que o paciente estava em boas condições logo após a cirurgia.
No entanto, até o momento da publicação da reportagem, não haviam sido apresentados resultados concretos que comprovassem a recuperação de movimentos ou sensibilidade no paciente. Portanto, o anúncio descreve a realização técnica do transplante, mas ainda não demonstra a eficácia da intervenção em restaurar as funções perdidas.



