Rio em 'Pente-Fino': Exonerações em Massa e Devassa nas Contas

Destaques
- •Governo do Rio inicia exonerações em massa, visando cortar gastos com cargos comissionados.
- •Auditoria em contratos e licitações busca sanar rombo de R$ 20 bilhões.
- •Mudanças visam reformular a máquina pública e gerar economia anual de R$ 13 milhões.
O Rio de Janeiro está passando por uma verdadeira revolução administrativa. O governador em exercício, Ricardo Couto, deu o pontapé inicial em uma devassa geral, mirando em contratos, licitações e, principalmente, em cargos comissionados.
Já são mais de 450 exonerações só nas Secretarias da Casa Civil e de Governo, com parte desses postos ocupados por 'fantasmas'. A meta é clara: cortar despesas e estancar o rombo de quase R$ 20 bilhões nas contas do estado.
A caneta do desembargador está pesada, e o foco agora é na reformulação da máquina pública.
Além das exonerações, o governo determinou uma auditoria completa em todas as secretarias e órgãos. O prazo para entrega de relatórios detalhados sobre projetos, contratos e servidores é de 15 dias úteis. O objetivo é identificar e corrigir irregularidades que possam estar causando dano ao erário público, com a promessa de novas exonerações à medida que os trabalhos avançam. A expectativa é de uma economia anual de R$ 13 milhões só com os cortes iniciais.
No radar também estão o Rioprevidência, com um rombo de R$ 1 bilhão em aportes suspeitos, e a Cedae, que investiu R$ 200 milhões no Banco Master. O desembargador Couto está montando um núcleo de confiança, formado por procuradores, para liderar essas mudanças, mantendo políticos afastados das decisões cruciais. 📉




